O secretário Nacional de Segurança Pública, Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, esquivou-se, nesta sexta-feira (15/3), de comentar a facilitação da posse de armas, assunto suscitado por lideranças governistas no Congresso Nacional após o ataque ao Colégio Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP).

“Eu acho que essa pergunta deve ser dirigida a quem de direito”, disse o secretário, que preferiu se fixar no lançamento de uma plataforma digital do Ministério da Justiça com estatísticas de crimes em todo país. “Suzano nem entrou ainda nesses dados”, disse Oliveira.

“Hoje estamos fazendo o lançamento de um marco nacional histórico, que é isso que tem que ser levado em consideração. Hoje estamos fornecendo à sociedade dados verdadeiros, dados padronizados”, destacou.

Na discussão que tomou corpo no Congresso Nacional, parlamentares de oposição criticaram a valorização da “cultura da arma”, enquanto governistas apontaram que a liberação do porte poderia evitar tragédias como a que aconteceu no interior paulista, na última quarta-feira (13), quando dois atiradores entraram na escola e dispararam contra alunos e funcionários. Contando com os assassinos, 10 pessoas morreram em Suzano.

O secretário disse ainda que o governo tem uma parceria com o Japão com o objetivo de implantar o policiamento comunitário. Em sua opinião, uma forma de “resolver os crimes”.

“Eu até ontem estava na reunião do Conselho Nacional de comandantes gerais. Eu estava reunido com todos os comandantes de polícias militares e bombeiros, traçando diretrizes aqui em Brasília durante dois dias, vendo o que que a gente pode fazer”, detalhou Oliveira. “Estou fixado na polícia comunitária, uma parceria que nós temos com o Japão, com a Jica (Agência de Cooperação Internacional do país asiático). Por aí vamos resolver os crimes”, destacou.

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