Há mais de 247 milhões de celulares ativos no Brasil, um número superior à população de 200 milhões de pessoas.

Tão grande quanto a quantidade de celulares é a quantidade de roubos e furtos desses aparelhos. Preocupadas, as pessoas têm procurado opções de seguro para celular, para garantir que o investimento no aparelho– muitas vezes bastante alto, chegando a mais de R$ 4 mil – não seja perdido.

Além dos roubos, também há riscos de queda, que podem quebrar e dafinicar gravemente o funcionamento do aparelho.

Por tudo isso, seguradoras têm sido cada vez mais procuradas para proteger celulares. Entretanto, é preciso ficar atento a alguns detalhes: será que vale a pena?

Em que casos o seguro protege o celular?

Seguro de celular: vale a pena contratar o serviço? Ele vai me salvar se eu for roubada?

Para contratar um plano de seguro, é preciso ter a nota fiscal do celular. As seguradoras pedem dados pessoais, como CPF, endereço e idade do usuário antes de fazer uma cotação.

É regra: nenhuma seguradora protege um celular com mais de 12 meses de uso. Ou seja, você não pode contratar o serviço depois desse período. Entretanto, é possível renovar o seguro, depois de feito, quantas vezes achar necessário.

Os planos básicos incluem indenização do aparelho apenas em casos de roubo ou furto qualificado, quando a integridade física do dono do celular é ameaçada durante a ação. É importante saber essa distinção, porque, caso você perca o seu celular no ônibus ou no meio da rua – algo qualificado como furto simples – o segurado não recebe indenização.

“Se seu celular estiver na bolsa e o ladrão pegá-lo sem você perceber, o furto é qualificado; agora, se você deixar o celular em cima da mesa do restaurante, e alguém furtá-lo, o furto não é qualificado e você não será indenizado”, exemplifica a Bidu Corretora.

As seguradoras argumentam que, caso o furto simples fosse garantido pelo seguro, o serviço seria inviável, devido à grande quantidade de casos de perda de celular.

Por um preço maior, as seguradoras também protegem o seu aparelho contra danos físicos e elétricos. Alguns garantem um novo aparelho caso você quebre a tela.

É possível, também, adicionar acessórios ao seu aparelho, como fones e capinhas.

Franquia do seguro

Seguro de celular: vale a pena contratar o serviço? Ele vai me salvar se eu for roubada?

Caso você precise acionar o seguro, é preciso pagar a franquia, cotada em um valor que corresponde a 25% do aparelho. Por exemplo, se o seu smartphone vale R$ 2 mil, é preciso arcar com R$ 500 para acionar a apólice do seu aparelho. Operadoras de telefonia, como Claro, Tim e Vivo, além da seguradora Mapfre, cobram essa taxa percentual. Mas em outras seguradoras, como a Porto Seguro, a franquia equivale a 10% do valor do aparelho.

Vale lembrar que o valor da franquia é acionado quando o cliente precisa utilizar o seguro.

Os preços das operadoras variam de R$ 3 a R$ 59 mensais, dependendo do aparelho e do tipo de proteção contratado.

Para fazer um seguro do celular pela Porto Seguro, por exemplo, é preciso que o valor mínimo do aparelho seja R$ 500. O valor a ser pago depende do aparelho e de quando ele foi adquirido. É possível fazer uma simulação pelo site da seguradora.

Algumas seguradoras e operadoras só garantem o ressarcimento do seu aparelho após um período de 30 dias de carência.

Alternativa para seguro de celular

Seguro de celular: vale a pena contratar o serviço? Ele vai me salvar se eu for roubada?
Algumas seguradoras dão o aparelho novo como indenização; outras, preferem dar o valor em dinheiro, ou reembolsam o conserto após fazer um orçamento com uma assistência técnica autorizada.

Além das seguradoras e das operadoras, há alternativas para quem procura proteger o smartphone: o Pitzi, que funciona como clube de proteção de celulares, é um deles.

Para entrar no clube, é preciso fazer uma simulação com o seu modelo de aparelho: um Moto X 2ª geração, por exemplo, fica no valor de R$ 21 mensais. Já um iPhone 6S de 32GB precisa de um investimento de R$ 48 por mês, para que o usuário receba um novo em até 5 dias, caso o aparelho quebre.

“O processo das seguradoras é mais burocrático. Cobre o risco financeiro de perder o smartphone, mas demora até entregar o produto ou o reembolso”, diz o fundador do Pitzi, Daniel Hatkoff.

Fonte: VIX