A Globo exibe nesta segunda-feira (15/10) o primeiro episódio da série Assédio logo após Segundo Sol. A produção, que já está disponível para os assinantes da Globoplay desde 21 de setembro, vai ao ar cercada de polêmicas.

O roteiro conta a história do médico Roger Salada (Antonio Calloni), personagem inspirado em Roger Abdelmassih, profissional condenado pelo estupro de 48 pacientes da sua clínica de reprodução assistida. Uma das grandes promessas desse ano da Rede Globo, a produção contou com uma divulgação intensa. Nos últimos dias, a chamada para a série está passando durante os intervalos de toda a programação da emissora, e tem incomodado alguns telespectadores.

Nas redes sociais, não é difícil encontrar pessoas reclamando do teor pesado das chamadas. Alguns internautas, inclusive, questionam o efeito da propaganda sobre mulheres que tenham sofridos episódios semelhantes. Outras questionam se o nome da produção é adequado: “Gente, por que a série da Globo que retrata estupro se chama assédio?”, escreveu uma usuária do Twitter.

 

O Caso

Um dos pioneiros em fertilização in vitro no Brasil, Abdelmassih foi responsável pelo nascimento de mais de 7 mil crianças por reprodução assistida. Ele cobrava mais de R$ 30 mil por três tentativas de inseminação artificial e, segundo depoimentos de dezenas de pacientes, era no momento do procedimento que ele cometia os abusos sexuais, enquanto as vítimas estavam sedadas.

As denúncias começaram em 2008, após uma ex-funcionária da clínica relatar ao Ministério Público que seu chefe teria tentado beijá-la à força. Em junho de 2009, com base no depoimento de 40 ex-pacientes, Abdelmassih foi indiciado por estupro e atentado violento ao pudor. Depois de dois anos de investigação, ele foi condenado a 278 anos de prisão por 56 estupros.

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