Um estudo baseado na análise de restos de fezes de porco perto de Stonehenge, no Reino Unido, pode ajudar a revelar partes da história regional. O misterioso monumento, construído aproximadamente entre 3000 e 1000 a.C., possui origens desconhecidas, sendo que a teoria mais aceita é a de que o local funcionasse como uma espécie de cemitério.

No entanto, uma pesquisa publicada no dia 13 de março na revista científica Science pode incrementar as noções que até agora se tinha sobre Stonehenge. O trabalho revelou uma movimentação humana e animal ao redor das estruturas rochosas que a comunidade científica desconhecia.

De acordo com os pesquisadores, liderados pelo arqueólogo Richard Madgwick, da britânica Universidade de Cardiff, a investigação dos restos orgânicos de porcos permitiu descobrir que havia o costume de se organizar banquetes e cerimônias festivas nas redondezas de Stonehenge. Nesses eventos, a principal iguaria teria sido a carne suína, segundo o estudo. Durante as festas, teriam se reunidos diversos povos da Grã Bretanha.

Para chegar aos resultados finais, os cientistas trabalharam com a datação e análise de isótopos de átomos como oxigênio, enxofre e carbono.

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