Enviado especial a Suzano (SP) – O secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares da Silva, anunciou que o governo ainda procura a melhor forma para reabrir o Colégio Estadual Raul Brasil, palco do massacre ocorrido em Suzano na quarta-feira (13).

Cinco estudantes e duas funcionárias foram mortos dentro da instituição de ensino por uma dupla de ex-alunos, que executam ainda um comerciante da região: o homem era tio de um dos envolvidos. Os assassinos também morreram após os crimes.

O colégio reabre na próxima terça-feira (19/3). Mas não haverá aulas até a segunda-feira da semana seguinte (25). Nesse intervalo, serão desenvolvidas no local atividades de acolhimento e oferecido tratamento psicológico e psiquiátrico a parentes de vítimas, amigos e comunidade escolar.

Nenhum professor está obrigado a vir para a escola, nenhum aluno está obrigado. Todos podem viver este momento da melhor maneira. Mas se desejarem algum tipo de atendimento, estaremos aqui

Rossieli Soares da Silva, secretário de Educação de SP

O secretário esteve reunido nesta tarde com representantes da instituição de ensino, da prefeitura e integrantes da Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que coordenará os trabalhos de atendimento à população na escola. Durante o encontro, que contou com a presença da primeira-dama do estado, Bia Doria, houve o detalhamento do trabalho a ser desenvolvido na próxima semana.

Segundo Rossieli Soares da Silva, é delicado traçar qualquer calendário ou metas para a instituição devido à brutalidade do ataque ali ocorrido. “Precisamos respeitar o tempo e o espaço de cada pessoa. Também estou tentando superar esse momento”, ponderou.

O secretário negou faltar segurança às escolas do estado, Rossieli Soares da Silva negou. “Precisamos separar o que aconteceu aqui. Tem aspectos muitos específicos desta tragédia que precisam de uma atenção especial. Não é só um policial na porta da escola, um detector de metais”, rebateu.

Segundo ele, a maior preocupação é identificar perfis como os dos atiradores e ex-alunos da escola Guilherme Taucci Medeiros, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25. “Como percebemos um menino que precisa de apoio? Isso é muito mais que um problema de segurança. Não podemos perder a essência dos meninos. É mais que ter câmera de segurança, porque na Raul Brasil tinha”, destacou.

Estado em alerta
O governo de São Paulo está monitorando o risco de outras ações do tipo. “Estamos em alerta em todas as escolas sobre movimentações, sobre aquilo que acontece nas redes sociais e que acaba reverberando nas salas de aula. Estamos preocupados com a segurança efetiva e a segurança mental dos alunos”, frisou.

O prefeito de Suzano, Paulo Fumio Tokuzumi, anunciou obras no colégio, como limpeza e pintura. “Lógico que ficaram sequelas, mas queremos diminuí-las para que os alunos possam se sentir bem dentro do ambiente tradicional da escola”, afirmou.

Veja imagens da escola nesta tarde:

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