No Brasil da pseudociência, conforme já demonstrei, universidades sustentadas com dinheiro público são um imenso repositório de bobagens pseudocientíficas da Nova Era ou espiritualistas ou alguma merda neste sentido. Isso refletiu até no SUS oferecendo bobagens à guisa de tratamento de saúde, já que sai mais barato colocar estes inúteis do que equipar hospitais com equipamentos, profissionais, medicamentos e leitos. Coloca uma tia rezadeira e tá sussa. Próximo!

Agora, vem outra maravilha: Uma universidade federal usa verba vinda de dinheiro público para fazer uma pesquisa que vai coletar depoimentos de pessoas relatando lembranças que seriam de uma outra vida.

Tendo certeza que minha sorte de aranha me fez ser um escravo hebreu que chutou o gato do Faraó e hoje está amaldiçoado aturando gente louca, esta é a sua SEXTA INSANA!

A Universidade Federal de Juiz de Fora já conhecida da gente. Foi lá que um Zé Ruela conseguiu um mestrado em Pedagogia escrevendo um monte de insânias, com fotos de um diário todo rabiscado e ignorando totalmente as normas da ABNT, e a banca aceitou tamanho lixo. Agora, a UFJF vem com esta palhaçada que você se cadastra e faz seu relato de como era em outra vida. Vai chover Cleópatras e reis e cortesãs (pessoal é ignorante e não sabe que “cortesã” é nome bonitinho pra puta).

De acordo com a fonte primária:

O NUPES (Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF) em parceria com a University of Virginia (EUA) e, sob financiamento da Fundação Bial, de Portugal, está desenvolvendo a pesquisa intitulada “Levantamento Nacional de Casos Sugestivos de Reencarnação na População Brasileira”.

Estamos interessados em pessoas que acreditem ter memórias de supostas vidas passadas, sejam elas crianças, adolescentes ou adultos. Desde os anos de 1960, significativas investigações científicas foram desenvolvidas pelo psiquiatra Dr. Ian Stevenson, da Universidade de Virgínia e, em todo o mundo, já foram catalogados mais de 2000 casos de pessoas que referiam ter memórias relacionadas a eventos e situações ocorridas em uma suposta vida anterior. Em sua maioria, eram crianças entre 2 e 6 anos de idade que, espontaneamente, descreveram lugares e pessoas com quem conviveram e, até mesmo, a forma pela qual morreram em uma suposta vida passada. Tais estudos foram denominados “Casos sugestivos de reencarnação” e, apesar de constituírem um problema científico instigante e, muitas vezes polêmico, pouca atenção vem sendo direcionada para a possibilidade de investigação destes tipos de casos no território brasileiro.

O objetivo principal desta pesquisa é conhecer o perfil de brasileiros que acreditam possuir memórias de supostas vidas passadas e as características de tais memórias. Queremos conhecer, também, seus níveis de religiosidade/espiritualidade, felicidade e saúde. Na segunda fase do estudo, alguns participantes poderão ser contatados para serem entrevistados pessoalmente, a fim de se investigar melhor os dados relatados nas memórias.

A participação dos respondentes é voluntária e os mesmos serão informados e esclarecidos a respeito dos objetivos do estudo e a coleta dos dados será feita através de preenchimento online, “clicando” nos links abaixo. Antes de iniciar o preenchimento dos questionários e instrumentos, é necessário ler e aceitar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e Termo de Assentimento Livre e Esclarecido (no caso de menores) conforme as normas do Comitê de Ética da Universidade Federal de Juiz de Fora. Será mantido o anonimato dos participantes quando os resultados da pesquisa forem divulgados.

As perguntas vão desde como você está, se está triste, deprimido, bem ferrado, se pensa em se matar etc. Imagino que isso deva estar diretamente ligado na próxima sessão de perguntas, como se você acredita em Deus, se sente a presença dele etc. Depois vem a parte que você escolhe que tipo de experiência espiritual teve. Se o pesquisador não fizer a ligação do voo de Gasparzinho com o cara se encher de remédio psiquiátrico, eu não si o que ele pode tirar de útil nessa merda.

Eu já fiz a minha parte, respondendo as perguntas de modo insano. Vão tabular estes dados e publicar em alguma merda de pseudoperiódico, porque com certeza não vai parar numa Nature ou Science, e brasileiro é mão de vaca para pagar pra Plos One.

Enquanto isso, Suzana Herculano-Houzel está feliz, num país de verdade, que não dá 6 mil reais de verba anual para pesquisas de neurociência.

 


Fonte: O Globo

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