O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, voltou a dizer que será preciso “reformar, repensar” o balanço da instituição de fomento, aumentando a independência financeira em relação ao Tesouro Nacional.

“Vamos ter que reformar, repensar o nosso balanço. Temos que usar nossa fortaleza financeira, nossos ativos, de maneira mais inteligente”, afirmou Levy, em discurso na cerimônia de transmissão do cargo realizada nesta terça-feira (8/1), na sede do BNDES, no Rio.

Segundo Levy, usar o ativo de maneira mais inteligente inclui “juntar forças” com o setor privado. O novo presidente do BNDES citou o desenvolvimento de garantias, mas não detalhou propostas de como usar melhor os ativos. Destacou, porém, que eventuais medidas serão negociadas previamente com os órgãos de controle.

“Na medida em que o banco vá tomar mais risco, é preciso que isso esteja bem definido”, disse Levy, que citou que o BNDES vem fazendo um “realinhamento” de suas taxas, em relação aos juros de mercado, desde 2015, quando ele foi ministro da Fazenda, no segundo governo Dilma Rousseff.

Ainda segundo Levy, o BNDES continuará contribuindo para o País, obtendo “a lucratividade necessária”. “Quando nos aproximamos de um momento de recuperação da economia, em que vamos ter retomada cíclica, o banco vai estar preparado, vai ter os instrumentos necessários”, afirmou Levy.

O novo presidente do BNDES citou ainda a importância de o banco de fomento atuar em conjunto com os governos locais, estaduais e municipais. Segundo Levy, isso é importante para melhorar o ambiente de negócios no País como um todo. “A parceria com todos os governos subnacionais do País é parte essencial de nossa atividade”, disse Levy.

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