O líder opositor Juan Guaidó fez neste sábado, 16, um giro pela Venezuela para organizar uma mobilização nacional rumo ao Palácio de Miraflores, em Caracas, no passo seguinte de sua estratégia para tirar o presidente Nicolás Maduro do poder.

“Hoje iniciamos uma nova etapa de organização (…), vamos visitar todos os estados possíveis, vamos nos organizar muito bem na operação liberdade pelo cessar definitivo da usurpação”, disse Guaidó, reconhecido como presidente encarregado por mais de cinquenta países, liderados pelos Estados Unidos e que incluem o Brasil.

Diante de milhares de seguidores na cidade de Valencia, o líder parlamentar explicou que para isso serão formados “comandos pela liberdade”, células que mobilizarão a base opositora.

“Muito em breve, quando tivermos percorrido e organizado cada canto (…) vamos a Miraflores reivindicar o que é do povo”, disse Guaidó, sem fixar ainda uma data para a mobilização.

O opositor reconhece que antes da marcha a Miraflores deve ter as Forças Armadas “totalmente alinhadas”, seu maior desafio pois até agora a cúpula militar se mantém leal a Maduro.

Já governistas, vestidos de vermelho, marcharam para cantar “vitória” depois do restabelecimento da eletricidade após o pior apagão da história da Venezuela.

O corte elétrico, que Maduro atribui a “ciberataques” dos Estados Unidos, paralisou o país na quinta-feira passada, quando foi retomada a jornada de trabalho. Algumas falhas persistem na região oeste.

Diante disso, a Força Armada, principal sustentação de Maduro, iniciou os “Exercícios de Ação Integral Ana Karina Rote para proteger os serviços estratégicos da nação”, anunciou o presidente no Twitter.

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