Uma mulher teve as duas pernas quebradas, nessa quinta-feira (8/11), após ser atropelada quando estava sobre a calçada em frente a uma lanchonete entre as ruas 7 e 8 de Vicente Pires. Márcia Suelis Alves Bonfim Meira, 39 anos, foi atingida por uma caminhonete L200, conduzida por José Adriano Pequeno Guedes, 39.

Segundo uma testemunha, nessa quinta-feira (8/11), ele perdeu o controle do veículo depois de fazer uma rotatória acima da velocidade. O suspeito fugiu do local sem prestar socorro e é aguardado na 38ª Delegacia de Polícia ainda nesta sexta-feira (9).

Marcia Suelis estava em frente à lanchonete Big Bomba, quando foi atingida pela caminhonete. Com o impacto, ela foi arremessada contra a porta do estabelecimento. Após o impacto, José Adriano foi a Taguatinga, onde buscou a esposa e fugiu deixando para trás documentos e a própria casa aberta para evitar o flagrante.

Marcia Suelis foi levada para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde está internada aguardando cirurgia.

Segundo o delegado-chefe da 38ª DP Watson Warmling, que investiga o caso, o veículo com que o suspeito atingiu a vítima era do dono da lanchonete Big Comba, de quem ele é parceiro comercial.

“Assim que fomos informados do acidente, começamos a procurar pelo suspeito, a partir da placa do veículo. Logo que localizamos o dono, ele nos disse não estar com o veículo, que ficava com outra pessoa. Com as informações fomos até o endereço dele, mas ele tinha fugido”, conta Watson Warmling.

Foi o advogado de José Adriano quem entrou em contato com a polícia garantindo a apresentação do cliente na tarde desta sexta-feira. “Nós tentamos que ele se entregasse ainda ontem, mas o advogado disse não ser possível. Estamos aguardando a chegada dele para entendermos o que aconteceu”, disse o delegado, ressaltando que, por ter escapado do flagrante, José Adriano não deve ficar preso após o depoimento.

Testemunha
Ainda na quinta-feira, uma testemunha que estava dentro do carro se apresentou à polícia para dar explicações sobre o caso. De acordo com ela, José Adriano teria feito a rotatória mais rápido do que devia e, provavelmente, confundiu os pedais da L200 automática.

A testemunha também negou que José Adriano estivesse sob efeito de álcool no momento da colisão. Para verificar a veracidade da informação, agentes da polícia civil chegaram a questionar em comércios da região se os homens haviam sido vistos bebendo.

“Esse poderia ser um dos motivos para ele ter fugido, mas não conseguimos confirmar essa tese. Como ele pode ser solto depois do depoimento, pesquisamos a vida pregressa dele onde ele morava e no sistema nacional, mas não encontramos nenhum mandado expedido contra ele”, completou Watson Warmling.

Pena
Caso seja condenado, José Adriano poderá receber pena de 2 a 5 anos de prisão por lesão corporal culposa agravada, quando não é prestado o socorro e há a fuga.

O dono da caminhonete também poderá responder pelo acidente, mas na vara cível, de forma solidária. Dessa forma, ele poderá ser condenado a pagar indenização a Marcia Suelis.

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