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Minas acerta 92% dos resultados presidenciais

Minas Gerais acertou 92% dos resultados das eleições presidenciais realizadas no Brasil entre 1945 e 2022. Em 12 das 13 disputas desse período, o candidato eleito presidente venceu no estado.

O estado é dividido em 13 Regiões Geográficas Intermediárias, que possuem características socioeconômicas e culturais distintas. Essa diversidade resulta em comportamentos eleitorais diferentes dentro de uma mesma unidade da Federação.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de abril de 2026 mostram que o estado tem 16.307.287 pessoas aptas a votar, o que representa 10,3% do eleitorado nacional.

Dos nove presidentes eleitos democraticamente de 1945 a 2022, apenas Getúlio Vargas (PTB) chegou à Presidência sem ser o mais votado em Minas Gerais.

Vargas venceu sem conquistar Minas em 1950

Getúlio Vargas disputava o retorno ao poder em 3 de outubro de 1950. Ele havia comandado o país por 15 anos, de 1930 a 1945. Seus principais adversários eram o brigadeiro Eduardo Gomes (UDN) e o mineiro Cristiano Machado (PSD).

Em 1950, Minas já era o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, com 1.936.691 eleitores. Eduardo Gomes venceu no estado com 441.690 votos. Vargas foi o segundo candidato mais votado pelos mineiros, com 418.194 votos. Mesmo tendo perdido em Minas, o ex-presidente foi eleito e comandou o país até 1954, quando morreu. Essa foi a única vez, entre as 13 disputas presidenciais de 1945 a 2022, em que Minas não acertou o resultado das eleições.

Eleição de 2022 espelhou polarização nacional

A eleição presidencial de 2022 mostrou como Minas Gerais reproduz as dinâmicas eleitorais do Brasil. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 50,20% dos votos válidos no estado, contra 49,80% de Jair Bolsonaro (PL). No Brasil, o petista venceu por 50,90% contra 49,10%.

A diferença mínima entre os candidatos em Minas Gerais espelhou a polarização observada em todo o país. A combinação entre um volume expressivo de eleitores e a diversidade regional transforma o estado em um microcosmo do eleitorado brasileiro.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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