O ministro das Relações Exteriores de Taiwan, Lin Chia-lung, agradeceu aos Estados Unidos nesta sexta-feira, 15, pelo apoio à independência da ilha manifestado pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, na véspera.
Lin agradeceu aos Estados Unidos por “seu apoio contínuo e por valorizar a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan”. Rubio disse à NBC News na quinta-feira, 14, que a política americana em relação a Taiwan permanece inalterada e que seria “um erro terrível” a China tomar Taiwan à força.
Os Estados Unidos são o maior apoiador não oficial de Taiwan e o principal fornecedor de armas para a defesa da ilha. “Como membro responsável da comunidade internacional, Taiwan continuará a fortalecer suas capacidades de autodefesa”, disse Lin.
A China reivindica Taiwan como parte de seu território e se opõe a qualquer contato oficial entre a ilha e outros países. Pequim também critica a venda de armas americanas para Taiwan, considerando uma interferência em seus assuntos internos.
O governo chinês afirma que a questão de Taiwan é um dos temas mais sensíveis em suas relações com os Estados Unidos. Em resposta às declarações de Rubio, o Ministério das Relações Exteriores da China reiterou que a ilha nunca foi uma nação independente e que a reunificação pacífica é o objetivo final.
Taiwan, por sua vez, busca manter laços com nações democráticas para garantir sua segurança diante do que considera uma ameaça militar crescente da China. A ilha possui governo e forças armadas próprios, mas não é reconhecida como país independente pela maioria da comunidade internacional.
O agradecimento de Lin ocorre em meio a tensões no Estreito de Taiwan, com a China realizando exercícios militares na região nos últimos meses. A situação continua sendo monitorada de perto por analistas e governos ao redor do mundo.
